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Entendendo a nova tabela de fatores de riscos ergonômicos do eSocial

A mais recente versão do eSocial (http://www.esocial.gov.br/Leiautes.aspx), lançada no início de setembro, trouxe na tabela 23 uma nova versão para a Tabela de Fatores de Riscos Ergonômicos.

A tabela anterior, que até então serviria como parâmetro para os riscos ergonômicos presentes em relações de trabalho, estava defasada. Seu conteúdo aproximava-se daquele emitido pela Portaria nº 25 do MTE, de 29 de dezembro de 1994 e republicada em 15 de dezembro de 1995 que serviu de subsídio para a NR 5 e NR 9.

Partindo da necessidade de contribuir com melhorias e de alinhar os pontos relativos aos fatores de riscos ergonômicos àqueles observados nas condições de trabalho da sociedade atual, o Grupo Confederativo do eSocial, formado por CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), CFC (Conselho Federal de Contabilidade), Firjan (Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Fiesp (Federação da Indústrias do Estado de São Paulo), Fiesc (Federação da Indústrias do Estado de Santa Catarina), Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) e membros do governo, sugeriu modificações na proposta anteriormente apresentada pelo governo e apreciada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social.

De modo participativo, profissionais de diversas áreas, conduzidos por mestres e especialistas em Ergonomia, formaram um grupo de estudos sobre o tema e se reuniram várias vezes durante alguns meses, a fim de discutir as possibilidades e definir os principais pontos a serem propostos, sempre considerando as próprias restrições do programa eSocial.

Após muitas discussões, chegou-se à nova Tabela de Fatores de Riscos Ergonômicos. Dividida em quatro campos: riscos biomecânicos, mobiliário e equipamentos, organizacionais e psicossociais/cognitivos, a tabela se subdivide em itens que abordam amplo conteúdo e que até então não tinham sido formalmente ou claramente considerados pelo governo como riscos para o trabalhador.

ORIENTAÇÃO
Tendo consciência de que poderão surgir dificuldades por parte daqueles que serão solicitados a preencher as tabelas do eSocial, o grupo de estudos se antecipou e, para sanar possíveis dúvidas, criou orientações de preenchimento para auxiliar neste momento. É importante lembrar que qualquer pessoa poderá ser responsável por este preenchimento, conhecedora ou não dos domínios da Ergonomia – contadores, empregados do departamento pessoal ou pessoas que trabalharão especificamente em núcleos criados para cuidar do eSocial (realidade de algumas grandes empresas).

Desta forma, o MOS (Manual de Orientação do eSocial
http://www.esocial.gov.br/doc/MOS_Manual_Orientacao_eSocial_v2.2.pdf) em sua
versão 2.2, nos eventos S-1060 – Ambiente de Trabalho e S-2240 – Condições
Ambientais do Trabalho – Fatores de Risco, apresenta orientações de preenchimento
referentes a cada item e o responsável pela inserção dos dados terá em suas mãos uma
instrução básica sobre quando deverá ou não marcar um item.

Cabe lembrar também (ou informar aos que desconhecem este fato) que o eSocial, no
evento S-1060, poderá ser interpretado de acordo com os conceitos de exposição por
GHE (Grupos Homogêneos de Exposição), conforme definido na ocasião da elaboração
dos documentos legais de Segurança e Saúde do Trabalho, tais como PPRA, PCMSO,
LTCAT e outros. Logo, o fator de risco apresentado deverá ser considerado para um
grupo de trabalhadores e não por situações individuais, com exceção, obviamente, para
os casos em que um ambiente de trabalho seja composto de apenas um trabalhador.

Fonte(edição de janeiro da Revista Proteção)

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